SOMOS OU NÃO TODOS IGUAIS?
Estou desconfiada desse mundo em que vivemos. Diáriamente somos bombardeados com notícias de guerra, fome, miséria, destruição, calamidades, feminicídios, assassinatos de animais inocentes, brigas de torcidas organizadas, brigas entre partidos políticos, a burrice e a cafonice de brigar por escolhas alheias às nossas.
Que bárbaros somos!
Descrever a brutalidade do homem é fácil, mas vem a incredulidade de percebermos a insensatez de gestos primitivos que nos comparam aos seres mais terríveis que vivem no limbo das consciências desprezíveis. Para piorar, temos brigas homéricas entre os direitos de negros e de brancos, todos reféns do mesmo planêta, do mesmo ódio, da mesma insensibilidade, da incoerência das cotas que separam pessoas por cor e não por méritos.
Vivemos no Ocidente e o homem ocidental quer marcar território como ser irracional fadado a morrer como todo mundo.
Claro que esse texto será lido com aquela cara de nojo, horror ou de aprovação por muitos ou quase ninguém. Mas é inadmissível que homens e mulheres, de qualquer origem, que vivem no mesmo tempo, que partilham da mesma dor, e respiram o mesmo ar não possam varrer o passado e recomeçarem furando as crisálidas dos casulos para viverem como iguais e como irmãos, lutando pelas diferenças criadas por mentes pequenas que desejam a supremacia.
Nada é inválido. A luta por direitos não é inválida, mas é inválido o direito de se julgar menor. Nossas almas tem a mesma cor e o tamanho de cada uma dependerá das atitudes que teremos para enfrentarmos o mundo com dignidade.
Vivamos a liberdade do ser e nos façamos respeitar por nossas ações, enfrentando mentes vazias e implicantes que teimam em transformar negros em vítimas e brancos em carrascos. Esse tempo já passou, já era, já foi!
O branco inventou, o negro construiu, o negro inventou e o branco construiu. Gostamos de samba, de quitutes, de cocadas, dos quindins e também dos brigadeiros e dos dedos de moça.
Ainda temos a deliciosa feijoada e de sobremesa comemos pavê, sorvetes, etc.
E as cervejas?
E as cachaças?
Somos iguais, amamos igual, sofremos igual, somos injustiçados e maltratados pelo ódio insípido criado por aqueles que pensam e agem como fascistas, autoritaristas, ditadores e não permitem que tenhamos religiões diferentes, times diferentes, partidos diferentes, cores diferentes, que brancos usem turbantes e negros pintem o cabelo de loiro...
Preguiça!!!
O Estado tem que ser laico, assim como laica tem que ser a justiça. Mas somos seres humanos à margem do erro do passado que se consolida no presente, porque ainda não saímos das cavernas que um dia nos abrigou, como o "Mito da Caverna de Platão" que ilustra prisioneiros que tomam sombras projetadas como a única realidade, simbolizando a ignorância humana, esquecendo de reconhecer a sombra do que realmente somos.
Vamos proteger nosso mundo da vulgaridade, da corrupção, da flatulência das idéias estapafurdias que saem dos nossos orifícios, todas de uma só vez, fazendo cheirar mal o que fazemos e somos impedidos de perfumar o mundo com a generosidade, empatia, solidariedade, esperança, igualdade e finalmente a paz.
Vamos imitar nossos patrícios e enfeitarmos as armas com cravos ou com margaridas que inspiram alegria, trazendo luz para quem vive oprimido, assim como os indígenas e todos aqueles que merecem viver dignamente, seja qual for a sua escolha de vida.
É cliché, mas o Sol nasce para todos e a água faz nascer vida.
Meg Klopper
Niterói/RJ, 24 de Março de 2026
03:34 hrs.
MEG KLOPPER
Enviado por MEG KLOPPER em 24/03/2026
Alterado em 24/03/2026